domingo, 5 de abril de 2015
Ferreira Gullar
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Katita
sexta-feira, 3 de abril de 2015
Adélia Prado
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quarta-feira, 1 de abril de 2015
William Shakespeare
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terça-feira, 31 de março de 2015
João Cabral de Melo Neto
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Clarice Lispector
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domingo, 29 de março de 2015
Alice Ruiz
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quarta-feira, 25 de março de 2015
Momento de Reflexão: Descobrindo a própria força
Rachel tinha apenas 16 anos quando, certa noite, recolheu-se
ao leito, no dormitório da escola. Acordou, seis meses depois, numa cama de
hospital, na cidade de Nova Iorque.
Ela sofreu um forte sangramento intestinal que a fez
mergulhar num longo estado de coma.
Era o fim de sua vida como uma pessoa saudável e o início de
uma vida como pessoa portadora de doença crônica.
Foi nessa época que Rachel se recorda de ter verdadeiramente
conhecido sua mãe.
Até então ela era a profissional que passava longas horas
trabalhando. Rachel a via quando chegava em casa, tarde da noite, para lhe dar
banho, ler uma história, dar-lhe um beijo de boa noite.
As lembranças de sua mãe, até então, eram de uma figura
passageira que tinha um perfume gostoso e tomava conta dela nos finais de
semana.
Durante os seis meses de seu coma seus pais se tomaram de
temores. Ela era a única filha de pais mais velhos e super-protetores.
O prognóstico médico era sombrio. Se saísse do coma, viveria
como uma inválida, limitada por uma doença que os médicos não compreendiam, nem
controlavam.
Teria que se submeter a uma série de cirurgias importantes.
Não deveria viver além dos 40 anos. Sem chance de retornar aos estudos.
Mas Rachel desejava ser médica. Ali, deitada na cama,
ouvindo seu pai lhe dizer tudo isso, ela ficou zangada.
Não importava o que diziam os médicos, ela iria voltar aos
estudos, à faculdade. Queria ser médica. Nada a impediria.
"Ah", disse o pai, "uma coisa a impedirá,
sim. Não pagarei os seus estudos."
Foi então que a mãe de Rachel, sem alteração na voz,
afirmou: "Eu pago a faculdade."
"E onde você vai arranjar o dinheiro?" - perguntou
ele.
Ela continuou a falar, dirigindo-se à filha, como se não o
tivesse ouvido: "tenho uma conta no banco há muitos anos. É toda sua,
Rachel."
Vinte e quatro oras depois, ela assinou um termo de responsabilidade
e retirou a filha do hospital, contra a recomendação médica.
Tomou um pequeno avião e levou Rachel de volta à faculdade.
Nos seis meses seguintes levou a filha para as salas de
aulas, muitas vezes empurrando a cadeira de rodas, porque ela não conseguia
andar.
Então, quando percebeu que Rachel poderia cuidar de si
mesma, a deixou, mas telefonava todos os dias para saber notícias.
Os dois anos seguintes foram de muitas lutas. Rachel não
conseguia comer direito e tomava medicamentos fortes para controlar os
sintomas.
Ela se sentia doente, tinha a aparência alterada e estava
doze ou catorze quilos abaixo do seu peso normal.
Mas foi descobrindo uma força que desconhecia. Encontrou uma
maneira de viver essa nova vida e seguir em frente.
Concluiu a faculdade e passou a clinicar.
Anos depois, conversando com sua mãe, lhe perguntou porque a
deixara sozinha em momento tão difícil. Afinal, ela era a sua única filha.
Por que não ficou ao seu lado, protegendo-a e mimando-a? Ela
não ficou com medo do que pudesse acontecer?
"Eu temia por você" - disse-lhe a mãe. "Mas
temia ainda mais pelos seus sonhos. Se eles morressem, essa doença dominaria a
sua vida. Há muitas formas de morrer, Rachel. A pior delas, é permitir que
outras pessoas escolham o tipo de vida que você deve levar.
A pior morte é permitir que sejam sepultados os próprios
sonhos."
***
Amparar a vida, por vezes, é algo muito completo. Há
momentos em que o melhor é oferecer a nossa força e a nossa proteção.
No entanto, acreditar numa pessoa num momento em que ela não
consegue acreditar em si mesma, tem uma importância toda especial.
É a nossa crença nessa pessoa que vai se tornar o seu barco
salva-vidas.
(Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no cap. Uma
questão de vida ou morte, do livro As bênçãos)
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Katita
domingo, 22 de março de 2015
Mario Quintana
DA DISCRIÇÃO
Não te abras com teu amigo
Que ele um outro amigo tem.
E o amigo do teu amigo
Possui amigos também...
DOS MILAGRES
O milagre não é dar vida ao corpo extinto,
Ou luz ao cego, ou eloqüência ao mudo...
Nem mudar água pura em vinho tinto...
Milagre é acreditarem nisso tudo!
DO AMOROSO ESQUECIMENTO
Eu, agora - que desfecho!
Já nem penso mais em ti...
Mas será que nunca deixo
De lembrar que te esqueci?
DAS UTOPIAS
Se as coisas são inatingíveis... ora!
Não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos, se não fora
A presença distante das estrelas!
DA INQUIETA ESPERANÇA
Bem sabes Tu, Senhor, que o bem melhor é aquele
Que não passa, talvez, de um desejo ilusório.
Nunca me dê o Céu... quero é sonhar com ele
Na inquietação feliz do Purgatório.
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Katita
sábado, 21 de março de 2015
Carlos Drummond de Andrade
Maneiras de amar - por Drummond
O jardineiro conversava com as flores, e elas se habituaram
ao diálogo. Passava manhãs contando coisas a uma cravina ou escutando o que lhe
confiava um gerânio. O girassol não ia muito com sua cara, ou porque não fosse
homem bonito, ou porque os girassóis são orgulhosos de natureza.
Em vâo o jardineiro tentava captar-lhe as graças, pois o
girassol chegava a voltar-se contra a luz para não ver o rosto que lhe sorria.
Era uma situação bastante embaraçosa, que as outras flores não comentavam.
Nunca, entretanto, o jardineiro deixou de regar o pé de girassol e de
renovar-lhe a terra, na ocasião devida.
O dono do jardim achou que seu empregado perdia muito tempo
parado diante dos canteiros, aparentemente não fazendo coisa alguma. E mandou-o
embora, depois de assinar a carteira de trabalho.
Depois que o jardineiro saiu, as flores ficaram tristes e
censuravam-se porque não tinham induzido o girassol a mudar de atitude. A mais
triste de todas era o girassol, que não se conformava com a ausência do homem.
"Você o tratava mal, agora está arrependido?" "Não",
respondeu "estou triste porque agora não posso tratá-lo mal. É a minha
maneira de amar, ele sabia disso e gostava".
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Katita
sexta-feira, 20 de março de 2015
Clarice Lispector
"O que nos impede na maioria
das vezes de ter o que queremos,
de ser o que sonhamos,
de fazer o que pensamos e aceitar com o coração,
é a ousadia que não cultivamos".
(Clarice Lispector)
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Martha Medeiros
Veteranos de guerra -
Depois de uma certa idade, somos todos veteranos de alguma
relação amorosa que deixou cicatrizes. Outro dia li o comentário de alguém que
dizia que o casamento é uma armadilha: fácil de entrar e difícil de sair. Como
na guerra.
Aí fiquei lembrando dos desfiles de veteranos de guerra que
a gente vê em filmes americanos, homens uniformizados em suas cadeiras-de-roda
apresentando suas medalhas e também suas amputações. Se o amor e a guerra se
assemelham, poderíamos imaginar também um desfile de mulheres sobreviventes
desse embate no qual todo mundo quer entrar e poucos conseguem sair – ilesos.
Não se perde uma perna ou braço, mas muitos perdem o juízo e alguns até a fé.
Depois de uma certa idade, somos todos veteranos de alguma
relação amorosa que deixou cicatrizes. Todos. Há inclusive os que trazem marcas
imperceptíveis a olho nu, pois não são sobreviventes do que lhes aconteceu, e
sim do que não lhes aconteceu: sobreviveram à irrealização de seus sonhos, que
é algo que machuca muito mais. São os veteranos da solidão.
Há aqueles que viveram um amor de juventude que terminou
cedo demais, seja por pressa, inexperiência ou imaturidade. Casam-se, depois,
com outra pessoa, constituem família e são felizes, mas dói uma ausência do
passado, aquela pequena batalha perdida.
Há os que amaram uma vez em silêncio, sem se declararem, e
trazem dentro do peito essa granada que não foi detonada. Há os que se
declararam e foram rejeitados, e a granada estraçalhou tudo por dentro, mesmo
que ninguém tenha notado. E há os que viveram amores
ardentes, explosivos, computando vitórias e derrotas
diárias: saem com talhos na alma, porém mais fortes do que antes.
Há os que preferem não se arriscar: mantêm-se na mesma
trincheira sem se mover, escondidos da guerra, mas ela os alcança, sorrateira,
e lhes apresenta um espelho para que vejam suas rugas e seu olhar opaco, as
marcas precoces que surgem nos que, por medo de se ferir, optaram por não
viver.
Há os que têm a sorte de um amor tranquilo: foram convocados
para serem os enfermeiros do acampamento, os motoristas da tropa, estão ali
para servir e não para brigar na linha de frente, e sobrevivem sem nem uma unha
quebrada, mas desfilam mesmo assim, vitoriosos, porque foram imprescindíveis ao
limpar o sangue dos outros.
Há os que sofrem quando a guerra acaba, pois ao menos tinham
um ideal, e agora não sabem o que fazer com um futuro de paz.
Há os que se apaixonam por seus inimigos. A esses, o céu e o
inferno estão prometidos.
E há os que não resistem até o final da história: morrem durante
a luta e viram memória.
Todos são convocados quando jovens. Mas é no desfile final
que se saberá quem conquistou medalhas por bravura e conseguiu, em meio ao
caos, às neuras e às mutilações, manter o coração ainda batendo.
Martha Medeiros
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Tati Bernardi
É mais corajoso quem não tem medo de voar pelo mundo ou quem
aguenta ficar dentro de si?(...)"
[Tati Bernadi]
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Katita
Millôr Fernandes
Tudo passa...
Chuva passa..
Tempestade passa...
Até furacão passa...
Difícil é saber
o que sobra...
[Millôr Fernandes]
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Katita
Mia Couto
'A dor é uma estrada:
você anda por ela,
no adiante da sua lonjura,
para chegar a um outro lado.
E esse lado é uma parte de nós
que não conhecemos.'
[Mia Couto, trecho do livro Estórias abensonhadas]
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Katita
Marina Colasanti
A paixão de sua Vida
"Amava a morte. Mas não era correspondido.
Tomou veneno. Atirou- se de pontes. Aspirou gás. Sempre ela
o rejeitava, recusando-lhe o abraço.
Quando finalmente desistiu da paixão entregando-se à vida, a
morte, enciumada, estourou-lhe o coração."
Marina Colasanti. (Um Espinho de Marfim e outras histórias).
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Katita
Mário Quintana
Esta vida é uma estranha hospedaria,
De onde se parte quase sempre às tontas,
Pois nunca as nossas malas estão prontas,
E a nossa conta nunca está em dia.
(Mário Quintana)
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Katita
Martha Medeiros
(...) Pois estou aqui para dizer que até a tristeza pode
tornar um dia especial.
Só que não ficaremos sabendo disso na hora, e sim lá adiante, naquele lugar chamado
futuro, onde tudo se justifica.
(Martha Medeiros)
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Katita
Augusto Cury
_ A rejeição ainda os amedronta? Os ambientes tensos ainda
os ameaçam? Não aprenderam que uma pessoa pode ferir seu corpo, mas jamais
poderá ferir sua emoção, a não ser que você permita?
(Augusto Cury)
Frederico Barbosa
Certos sonhos
ficam
sonhos
vácuos vagos fátuos
...Outros viram
atos raros
real risonho
contato
Sonho feito fato
(Frederico Barbosa)
Ana Jácomo
"Quando chegar o momento, morrerei por alguma das
mazelas do mundo, menos por covardia afetiva. Desse mal sei que não
morro."
(Ana Jácomo)
Rubem Alves
"Amar é ter um pássaro pousado no dedo. Quem tem um
pássaro pousado no dedo sabe que, a qualquer momento, ele pode voar."
(Rubem Alves)
Caio F. Abreu
“...Ah, essa mulher, essa menina - precisava sair daqui
deste planeta que, tão freqüentemente, parece não comportar a
sensibilidade."
(Caio F. Abreu)
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